Como será o retorno das feiras comerciais após o Coronavírus?

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Reprodução/Web

O mercado de evento vinha comemorando os bons resultados obtidos em 2019 após grande período de estagnação quando o coronavirus se espalhou pelo mundo, atingindo, além das pessoas, vários segmentos de mercado entre eles o de eventos corporativos. Segunda UFI, The Global Associantion of Exhibition Industry, lançou um comunicado que até o dia 10 de março mais de 500 feiras tinham sido canceladas ou adiadas no mundo, resultando em perda econômica de aproximadamente 16 bilhões de dólares.

Com as decisões de isolamento social e Estado de Emergência decretado em todo o nosso país, a grande maioria dos eventos foram cancelados trazendo grandes perdas para empresas prestadoras de serviço, que trabalham com a produção de grandes eventos.

Apesar da maioria dos eventos terem sido remarcados para o segundo semestre, um bom números de empresas promotoras decidiram pelo cancelamento, por não encontrar dadas ou por dependência do calendário nacional e internacional de eventos, não sendo conveniente uma nova data para a realização. Há de se considerar, também, a rede de prejuízos que acarretam o cancelamento de uma feira de negócios que tem, como sua principal função, fomentar o networking incentivando parcerias fortes e contribuindo com o desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva no mercado nacional e internacional.

Ocorre que com o cancelamento das feiras os departamentos comerciais e de marketing das empresas tiveram que encontrar alternativas e se reinventar, explorando o ambiente virtual.

Muito se tem especulado sobre como seria a volta das atividades de feiras de negócios e eventos e e poucas vezes, tem sido feita a menção do protagonista que faz o show acontecer ser mencionado: o visitante.

Desnecessário dizer de sua importância que move toda a cadeia produtiva do turismo de negócios. É ele que movimenta a economia indireta gerada pelos eventos como as companhias aéreas, hotéis, restaurantes, casas de shows, taxis e entre outros.

Ficou evidente a percepção de sua importância a partir da divulgação do resultado de uma pesquisa realizada pela FIPE em 2013, a pedido da UBRAFE, União Brasileira dos Promotores de Feiras, que demonstrou o impacto econômico das feiras comerciais na cidade de São Paulo revelando o número impressionante de 16 bilhões de reais por ano.

Contabilizando todos esses prejuízos causados pela interrupção dos eventos e as empresas migrando para o ambiente virtual, cabe dirigir o olhar para as aplicações da tecnologia, com a presença cada vez maior da inteligência artificial (IA) e da internet das coisas (IoT) no marketing das empresas.

Individualmente, fazemos uso da tecnologia em nossas atividades do dia a dia e muitas vezes nem a percebemos. A agilidade ao acesso de conteúdos diversos e a comunicação apoiado na infinidade de facilidades lançadas a todo instante por aplicativos se faz necessário perguntar se esse novo “modo de vida” não vêm modificando o perfil do visitante? Será que por conta do coronavírus e com a interrupção dos eventos, esse processo não acelerou sobremaneira novos comportamentos, requerendo uma resposta diferente a tudo que conhecemos como certo?

Em uma de suas entrevistas o professor Leandro Karnal disse que guerras, revoluções e epidemias aceleram processos de comportamento humano, comprovados através da história.

Acredito ser esse um assunto relevante para debater sobre o futuro das feiras e eventos, analisado sobre a óptica do visitante e entender que eventos, de um modo geral, são provedores de conteúdos como qualquer outra mídia. Empreendedor, empresário participante ativo do mercado de eventos, feiras e exposições.

 

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Manoel Costa

Diretor Operacional da ConectaarSE Eventos e Conteúdos, Diretor Executivo da ALPHAPLUG Infraestrutura em Eventos Ltda. 1996 a 2019, Diretor Administrativo da Alpha Total Service. 2011 a 2019, Diretor de Projetos da ENSTAL Engenharia. 1984 a 1996. Participante de Entidades ocupando os cargos: Diretor e Vice-Presidência UBRAFE União Brasileira dos Promotores de Eventos 2004 / 2018, Diretor Administrativo e Financeiro do SINDIPROM SP – Sindicato das Empresas de Promoção, Organização e Montagens de Feiras, Congressos e Eventos do Estado de São Paulo 2001 / 2019. Formado em Arquitetura e Urbanismo, pós-graduado em Marketing. E-mail: mrcostafilho@gmail.com

 

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