PLANTÃO: Laboratório clandestino que fabricava e distribuía anfetamina para cinco estados é desarticulado pela polícia

 

Uma operação da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando de Operações de Divisa (COD) da Polícia Militar de Goiás, fechou um grande laboratório de anfetaminas que estava funcionando em uma fazenda na zona rural de São Valério da Natividade, na região sul do estado. Quatro pessoas foram presas em flagrante e no local foram apreendidos insumos que seriam suficientes para produzir 100 mil comprimidos da droga.

A anfetamina, que é conhecida como rebite, é comum entre os caminhoneiros, pois mantém os usuários em estado de alerta. A droga produzida pelo grupo era distribuída nos estados de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão e Mato Grosso.

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A PRF informou que desde 2015 realiza diversos flagrantes e apreensões da droga no Tocantins e Goiás. Foram essas apreensões que subsidiaram o início das investigações e levaram a operação conjunta realizada na noite desta sexta-feira (17).

As investigações por parte da Denarc foram coordenadas pelos delegados Amaury Santos e Ênio Walcacer. “Foram oito meses de investigação. A demora se deu em virtude de o laboratório ser itinerante. Eles tinham a expertise de fazer a alternância do local, arrendando fazendas e sítios de tempos em tempos para despistar a investigação policial”, explicou Amaury Santos.

Foram presas quatro pessoas: dois químicos que faziam a manipulação do entorpecente, o organizador do grupo e outro suspeito que era responsável pelo armazenamento. Os presos foram levados para Alvorada, também na região sul do estado, onde estão sendo autuados neste sábado (18).

Conforme a PRF, o mentor da operação é um homem de 35 anos, natural de Goiás. Inicialmente a fabricação dos comprimidos de anfetamina ocorrida no interior de Goiás, mas o grupo teria se mudado para o Tocantins.

O laboratório tinha diversos equipamentos, desde formas, prensas, liquidificador industrial e até uma máquina utilizada para fazer os comprimidos. O maquinário apreendido foi avaliado em cerca de R$ 300 mil. Foram apreendidas ainda três armas de fogo, munições e aparelhos celulares.

Também participaram da operação as polícias militares de Tocantins e Goiás, por meio dos Comandos de Operações de Divisa (COD), além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco/MPE). Ao todo, cerca de 30 agentes atuaram nas prisões.

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