Alfabetização na idade certa é tema prioritário da Educação nos Estados da Amazônia Legal

A 20ª edição do Fórum de Governadores da Amazônia Legal ocorre em Belém (PA), de 11 a 13 de março. Antecedendo o encontro dos Chefes de Estado, é realizada a reunião das câmaras setoriais técnicas. Na Câmara de Educação, que é coordenada pela secretária de Estado da Educação, Juventude e Esportes do Tocantins, Adriana Aguiar, foram discutidas estratégias voltadas ao processo de alfabetização e aprendizagem na idade certa.

Secretária Adriana Aguiar e a assessora da Seduc, Markes Cristiana, durante o evento em Belém
Fotos – Marco Santos – Agência Pará

Participam do encontro representantes da educação de oito estados da Amazônia Legal: Pará, Maranhão, Amapá, Roraima, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Tocantins. As discussões da Câmara giraram em torno do projeto prioritário Alfabetização e Aprendizagem na Idade Certa em Regime de Colaboração com os Municípios.

A proposta de regime de colaboração seguirá a experiência exitosa do estado do Ceará. Para isso, será realizado o levantamento dos custos de cada ação, via Consórcio. As deliberações das câmaras temáticas subsidiarão a Carta de Belém, documento que será produzido ao final do Fórum de Governadores.

Ao apresentar as deliberações da Câmara Setorial de Educação aos Governadores Amazônicos, durante a Assembleia Geral dos Governadores, Adriana Aguiar enfatizou a importância do projeto, lembrando que a alfabetização e aprendizagem na idade certa representam um desafio em todo o Brasil. Conforme destacou, tratar do tema no âmbito do Consórcio, fortalece toda a região. “Estamos trabalhando com foco no regime de colaboração entre Estados e municípios, onde as instituições atuem em conjunto para oportunizar aos estudantes, desde os anos iniciais, uma formação de qualidade”, enfatizou.

Markes Cristiana, assessora da Seduc, destacou algumas ações pensadas para o desenvolvimento do projeto de melhoria da aprendizagem das crianças dos estados da Amazônia Legal. “Após a construção do plano de ação, os estados buscarão meios para atrair investidores que possam garantir a implementação do projeto nos estados consorciados”, ressaltou.

Investimentos

O Consórcio da Amazônia Legal está buscando parcerias para o financiamento das ações e na reunião de Belém discutiu com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na ocasião, representado pelo analista Luís Pazos, a melhor forma de buscar os recursos para investimento no projeto. O banco se colocou à disposição para receber os projetos e avaliar a possibilidade do aporte financeiro por meio dos programas educacionais da instituição.

Com foco na aprendizagem de crianças entre 04 e 10 anos, em articulação com os municípios e com a parceria de professores e familiares, o projeto traz entre os eixos prioritários e ações a formação continuada de profissionais da educação, gestão democrática e participativa, infraestrutura e mobiliários adequados, recursos didático-pedagógicos e tecnológicos, regime de colaboração na educação escolar indígena, quilombola, do campo e dos refugiados e letramento e numeramento.

 

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