Aluno indígena da etnia Krahô disputa a semifinal da Olimpíada de Língua Portuguesa

Aluno Rafael
Rafael da etnia Krahô é aluno da Escola Estadual Indígena 19 de Abril, localizada na Aldeia Manoel Alves Pequeno, no município de Goiatins.

 

 

A educação do Tocantins comemora a conquista do primeiro aluno indígena ter o seu trabalho classificado na semifinal da Olimpíada de Língua Portuguesa. Com o artigo de opinião denominado Meu lugar é um pulmão verde no meio da imensidão acizentada, o estudante Rafael Caxàpêj Krahô vai disputar a etapa regional em São Paulo, SP.

 

Rafael da etnia Krahô é aluno da Escola Estadual Indígena 19 de Abril, localizada na Aldeia Manoel Alves Pequeno, no município de Goiatins. Ele viajará na companhia da professora Deuzanira Lima Pinheiro, de Língua Portuguesa. A orientação é que ele escrevesse um texto sobre o lugar onde vive, tendo como foco o que precisaria mudar.

 

 

Aluno Rafael e sua professora Deusanira
Para o estudante Rafael e a professora Deuzanira, alcançar a semifinal da olimpíada representa uma grande conquista

 

 

Rafael pesquisou, conversou com os anciões, e o que foi mais forte, a cultura, que tem rituais de gratidão para o meio ambiente e frutificação no cerrado.

 

“Ficamos muito felizes, é a primeira vez que participamos da olimpíada, e nos escrevemos em todas as categorias, teve alunos que produziram documentários, escreveram textos. As atividades da olimpíada movimentaram a escola. Promovemos oficinas, aulas de reforço e por diversas vezes, ficamos o dia inteiro na escola, trabalhando os textos”, explicou Deuzanira.

 

 

Alunos da professora Deuzanira, da Escola Estadual 19 de Abril, foto divulgação
Toda a turma participou das atividades da olimpíada

 

 

A professora leciona na escola há dois anos e contou que ter um aluno classificado na semifinal trouxe um novo ânimo para a equipe da unidade escolar. “Percebemos que na aldeia se cultiva um respeito pela natureza”, contou Deuzanira.

 

Rafael retrata no seu texto, o valor de se cuidar do meio ambiente, como uma forma de preservação da vida.

 

Em São Paulo, Rafael e a professora participarão de três dias de formação, com palestras e passeios culturais, visando ampliar o repertório e as habilidades de leitura, escrita e interpretação.

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