Deputado estadual Fabion diz que Fundo Partidário é vergonhoso e imoral para a política brasileira

Fonte: Dirceu Leno

Durante sessão ordinária nesta terça-feira (27), o deputado estadual Fabion Gomes usou da tribuna para se posicionar contra o aumento do Fundo Partidário Eleitoral. O parlamentar, por coerência ideológica, considera a propositura que aumenta o valor do fundo em até R$ 3,7 bilhões, já para as eleições do próximo, imoral e desnecessária.

A matéria deve ser votada em conjunto nesta quarta-feira (28) no Congresso Nacional, sendo que a previsão já foi aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias no início de agosto. Fabion defendeu que a aplicação dos R$ 3,7 bilhões teria efeitos bem mais positivos se fossem investidos nas áreas da Educação e Saúde, visto serem, atualmente, os setores de maior demanda do país.
Para o deputado Fabion o valor destinado para ações de combate aos incêndios florestais é um contraste em relação ao Fundo Partidário.

“Ultimamente as atenções estão direcionadas para as queimadas. E diante de tantas lutas em combate aos focos de incêndios vemos que o Governo Federal disponibilizou até agora apenas R$ 51 milhões de reais para o combate a incêndios florestais na região da Amazônia”, relatou.
De acordo com o parlamentar, o valor apresentado será mais que o dobro em relação às eleições do ano passado. “Será um aumento de R$ 1,3 bilhão. Isso é um exagero e um tanto quanto imoral. Fica aqui o meu descontentamento e se eu estivesse no Congresso votaria contra esse aumento”, afirmou Fabion.

Gomes considera o Fundo Partidário Eleitoral como uma das maiores vergonhas para a política do país. “Vários deputados receberam esse dinheiro. Eu graças a Deus nunca recebi um real desse Fundo Partidário, mesmo sendo vice-presidente estadual do Partido da República (PR), no Tocantins. Pelejei com o ex-senador Vicentinho Alves para que informasse como era esse fundo e nunca me explicou, eu também não fiz questão”, argumentou.

O parlamentar lembrou ainda que gastar R$ 3,7 bilhões em campanha num país que se diz estar em crise, é um tanto quanto vergonhoso. “Proponho que cada candidato faça sua campanha com seu próprio dinheiro e mãos, sem precisar desse fundo partidário. Também seria interessante que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de cada estado, fiscalizasse a aplicação e como é gasto esse dinheiro recebido. Ou seja, cada presidente de partido deveria fazer uma prestação de contas”, frisou Fabion destacando que além de ser mal aplicado, esses recursos são gastos pelos próprios presidentes de partidos.

Para finalizar, o deputado disse que na região do Bico do Papagaio quase 20 creches poderiam estar atendendo, em média, quase 250 alunos por unidade, no entanto, não foram concluídas. “Por incompetência dos prefeitos, o dinheiro foi esvaindo-se e não deram conta de terminar as creches. Eu graças a Deus terminei e equipei as duas creches e consegui atender cerca de 500 alunos em Tocantinópolis. O que falta na maioria dos políticos é interesse e comprometimento com o bem público”, finalizou Fabion.

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