ARAGUAÍNA: Pacientes do HDT-UFT recebem acompanhamento de profissional da Educação Física

Por meio de orientações e prescrições de exercícios físicos, pacientes do programa de HIV/Aids e de hepatites do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT) recebem acompanhamento de um profissional da educação física.  A unidade de saúde é filiada à Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e oferta atendimento especializado em doenças infectocontagiosas para Araguaína (TO) e região.

Conforme explica o profissional de educação física, Willian Barbosa da Silva, o serviço está disponível desde agosto de 2018, e neste período, acompanhou vários usuários em que tiveram um ganho significativo de qualidade de vida. “Prescrevo e supervisiono programas de atividades/exercícios físicos objetivando uma maior segurança, de acordo com as particularidades de cada caso. Os principais benefícios para as pessoas que vivem com HIV são melhorias em geral do estado clínico da capacidade funcional e aptidão física relacionada à saúde, assim como sobre diversos aspectos psicológicos”, disse.

Um desses casos bem-sucedidos é o de um paciente que faz uso da terapia anti-retroviral (base do tratamento da infecção pelo HIV) e relatou sua satisfatória experiência com o serviço, porém pediu para preservar sua identidade. “Há uns seis meses, o médico infectologista que me acompanha percebeu meu aumento de peso, pelo meu sedentarismo, e me encaminhou para o Willian; ele fez uma avaliação e passou exercícios para fazer em casa. Eu consegui emagrecer, diminui a gordura e ganhar músculos. Tenho uma vida normal, estou mais disposto, e já com vontade de correr, cada dia melhorando o condicionamento físico; recomendo”, finalizou.

 

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O encaminhamento para o serviço é realizado pelos médicos ou por profissionais do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do HDT-UFT. Os retornos são a cada 3 meses para realização de avaliações antropométricas e da composição corporal e para atualizar a prescrição de atividades físicas a serem realizados por eles.

Benefícios

De acordo com manual do Ministério da Saúde “Recomendações para prática de atividades físicas para pessoas vivendo com HIV e AIDS”, a atividade não diminui a contagem do número de linfócitos T CD4+, quando bem orientado e prescrita, com acompanhamento; melhora a composição corporal tanto de pacientes em TARV como dos que não fazem uso desta, com diminuição da gordura da região central e da massa gorda total (gordura) e aumento da massa magra total (muscular); melhora a aptidão cardiorrespiratória, aumentando o VO2 máximo; melhora a força e a resistência muscular; diminui a ansiedade e depressão; e estimula a aquisição de hábitos de vida saudáveis.

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